terça-feira, 18 de maio de 2010

Conheça o Projeto Diaspora: O Anti-Facebook ou uma Rede Social Descentralizada‏!!! Para os amantes da liberdade e privacidade de dados nas mídias sociais!



Por que a privacidade e conectividade não podem andar de mãos dadas? Esta é a questão discutida pelos responsáveis pelo projeto Diaspora, um empreendimento ambicioso para a construção de um “anti-Facebook”, que é uma rede social distribuída e open source que promete aos usuários o total controle sobre seus dados pessoais.
Surgido a partir de uma visão de quatro estudantes de ciência da computação de NY, o projeto Diaspora substituiria a web social centralizada de hoje (sim, o Facebook) por uma rede descentralizada, continuando a oferecer algo que seja conveniente e fácil para o uso de todos.
Segundo a página do projeto, os estudantes Daniel Grippi, Maxwell Salzberg, Raphael Sofaer, e Ilya Zhitomirskiy se reuniram por muitas noites para construir um Makerbot, (para você que não é geek, isso é um tipo de robô) e eles “começaram a discutir como seria uma rede social distribuída.”
O resultado final destas discussões foi a ideia do Diaspora. Então eles pararam de falar sobre isso e começaram a construir.

O projeto agora está hospedado no Kickstarter.org, uma plataforma social de arrecadação de fundos onde os empreendedores e outros profissionais investidores em crowdsourcing podem criar um objetivo de projeto, estabelecer um deadline e um set opcional de recompensas para as pessoas que apoiarem o projeto.
No caso do Diaspora, falta menos de US$ 2.000 para atingir seu objetivo de US$ 10.000 com menos de um mês para atingir seu deadline. Se o projeto receber o nível necessário de financiamento até o dia primeiro de Junho, ele será construído e o código será liberado como software livre utilizando a licença de software open-source aGPL.

O que é uma Rede Social Descentralizada?
Afinal, o que é o Diaspora? Em vez de ser um portal singular como o Facebook, o Diaspora é uma rede distribuída em que computadores separados conectam uns aos outros diretamente, sem passar por qualquer tipo de servidor central.
Uma vez criada, esta rede poderia agregar suas informações, incluindo seu perfil do Facebook, se você quiser. Ela pode também importar coisas como tweets, feeds RSS, fotos, etc, assim como o agregador social FriendFeed. Um framework de plugins planejado poderia estender essas possibilidades ainda mais.
Seu computador, chamado de “seed” pelo Diaspora, poderia integrar aos serviços conectados de várias formas. Por exemplo, um upload de foto para o Flickr poderia automaticamente se tornar um tweet utilizando a legenda e o link.
Quando seu adiciona um amigo, tecnicamente falando você está se tornando amigo do feed. Não há um servidor centralizado gerenciando essas conexões como existe no Facebook, são somente dois computadores “conversando” entre eles. Os amigos podem compartilhar suas informações, conteúdo, mídia e qualquer outra coisa entre eles de maneira privada usando criptografia GPG.

Diaspora, uma Solução Turn-Key
Nem todos serão tecnicamente capazes (ou interessados) em configurar seu computador para funcionar como um “seed”, mas há alguns planos para oferecer um serviço pago de turn-key, semelhante ao do Wordpress.com. O Wordpress mesmo é um software que você pode instalar e configurar no seu próprio servidor, se você deseja fazê-lo, mas se você não é lá tão técnico assim, em vez disso você pode optar por começar rapidamente um blog via Wordpress.com. O Diaspora funcionaria de forma semelhante.

Grande parte disso deve lhe soar familiar, principalmente comparando com o projeto Unite do Opera, uma ideia exagerada de “reinvenção da web” do criador do navegador. No Opera Unite os usuários podem compartilhar documentos, fotos, músicas, vídeos e rodar sites e salas de chat ligando diretamente dois computadores.
No entanto, na configuração do Opera Unite, existem servidores proxy do Opera envolvidos, o que levou a alguns problemas, principalmente quando esses servidores caíam. No Diaspora não haveria este problema
Nem todos serão tecnicamente capazes (ou interessados) em configurar seu computador para funcionar como um “seed”, mas há alguns planos para oferecer um serviço pago de turn-key, semelhante ao do Wordpress.com. O Wordpress mesmo é um software que você pode instalar e configurar no seu próprio servidor, se você deseja fazê-lo, mas se você não é lá tão técnico assim, em vez disso você pode optar por começar rapidamente um blog via Wordpress.com. O Diaspora funcionaria de forma semelhante.
Grande parte disso deve lhe soar familiar, principalmente comparando com o projeto Unite do Opera, uma ideia exagerada de “reinvenção da web” do criador do navegador. No Opera Unite os usuários podem compartilhar documentos, fotos, músicas, vídeos e rodar sites e salas de chat ligando diretamente dois computadores.
No entanto, na configuração do Opera Unite, existem servidores proxy do Opera envolvidos, o que levou a alguns problemas, principalmente quando esses servidores caíam. No Diaspora não haveria este problema.

Sucesso Mainstream?
Ainda assim, os conceitos por trás do Diaspora, mesmo que alguns adeptos da tecnologia venham a adorar, podem ser difíceis de serem aceitos para os usuários diários do Facebook que ainda estão tentando descobrir como postar um link ou um vídeo em sua parede. Distribuída? Descentralizada? Open-source? Hãn? Lembre-se do identi.ca, o twitter open source que ninguém usa.
Se o projeto Diaspora for concretizado, caberá aos defensores da tecnologia posicionar o serviço turn-key de uma maneira que soe simples e atraente para essa classe de usuários “comuns”. Atingir os problemas de privacidade do Facebook pode ser um bom começo, ao menos para descentralizar o controle.
Gostaríamos que este serviço fosse para frente, mesmo que não se torne mainstream, porque iria finalmente oferecer aos defensores da privacidade uma alternativa real para o Facebook.

Para obter mais informações sobre o projeto e sobre o potencial das redes sociais distribuídas em geral, confira o Q&A entre Luis Villa da Mozilla e a equipe aqui.

Fonte: ReadWriteWeb
             Brasil

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A TV interativa chegou no Twitter!

A TV digital já está entre nós. Mas quem aguardava ansiosamente pela TV interativa ainda vai precisar esperar até que o padrão brasileiro Ginga esteja bem sedimentado. De toda forma, quando os botões coloridos de nossos novos controles remotos passarem realmente a serem úteis, muita gente vai ficar frustrada. Em tempos de Web 2.0 e de redes sociais na internet, a escolha entre 4 alternativas em canais televisivos vai parecer muito pouco. Sim, pode ser útil encontrar um link para se comprar os óculos usados pelo ator principal do filme ou votar na matéria do Fantástico da semana que vem. Por outro lado, quem sonhava em debater uma reportagem com o William Bonner durante a exibição do telejornal vai precisar se resignar com o fato de que a televisão vai continuar basicamente monológica. Mas sejamos sinceros, quem quer ficar discutindo programas de TV através dos canais televisivos? Como a TV é fundamentalmente um meio massivo, podemos inferir que conversação e massa são termos que se opõem. A massa não conversa, não pode se encontrar e debater.

Já os serviços da Web 2.0 são projetados para fomentar a produção colaborativa. Já não queremos mais apenas navegar por entre links previamente definidos — uma interação simplesmente reativa. Queremos intervir, transformar, construir conjuntamente, debater (o que chamo de interação mútua). Por mais que minha TV LCD esteja hoje ligada diretamente na internet, o que encontro é uma nova forma de seleção de conteúdos. A essência da TV é a transmissão. Os vídeos por demanda que hoje são oferecidos prolongam essa lógica. Tão logo eu requeira uma informação, ela me é transmitida linearmente. A votação em um programa “interativo” pode parecer uma revolução há muito aguardada. Mesmo assim, seu objetivo final é a definição do pacote que será enviado a todos os telespectadores. Portanto, precisamos reconhecer: a televisão é um meio muito ruim para o diálogo. Computadores, em suas múltiplas formas e tamanhos, oferecem recursos melhores, mais rápidos e com melhor usabilidade para aquele fim. Em sentido contrário, a televisão ainda parece ser o melhor meio para... assistir televisão! A tela grande, a qualidade da imagem e a nova razão de aspecto (16:9) das novas TVs vieram atualizar a experiência televisiva. Como então combinar esses dois mundos?É aí que entra a combinação da TV com o Twitter. Cada vez mais testemunhamos pessoas discutindo no Twitter os programas que estão assistindo. Um notebook no colo ou um smartphone na mão abrem a porta para a interação conversacional. Quer reclamar do juiz que não marcou o pênalti, debater uma matéria do telejornal ou criticar o apresentador do programa de auditório? Envie uma mensagem para o Twitter. Se um amigo seu estiver assistindo o mesmo programa, é possível que vocês iniciem um diálogo que conjugue o espaço televisivo e a twittosfera! Confesso que várias vezes já liguei a TV para assistir ao programa que estava sendo comentado por outros twitteiros. E, logo depois, já estava escrevendo sobre o que via. Creio que os comentários e tags criadas durante o Big Brother (BBB 10) é um dos principais exemplos nacionais desse tipo de procedimento. Mesmo assim, testemunhamos todos os dias as pessoas discutindo no Twitter a novela, o Fantástico, jogos e até filmes.
Claro, esse não é um comportamento de todo assinante do Twitter. De toda forma, mostra uma vontade de interagir, de pensar juntos o que está sendo visto. Esse telespectador/twitteiro nos mostra que a televisão continua sendo uma opção de entretenimento. Por outro lado, não aceita mais a cômoda posição no sofá. Além de consumir o produto televisivo, ele quer ressignificar os conteúdos que recebe. Quer compartilhar suas opiniões e escutar o que os outros tem a dizer. Não o ruído de toda a massa, mas sim o que pensam os participantes de suas comunidades.

Este é certamente um breve estágio na experiência televisiva interativa. Mas nos mostra que a demanda existe. Resta observarmos que interfaces serão desenvolvidas para viabilizar a interação desses agitados telespectadores
Alex Primo

terça-feira, 27 de abril de 2010

A TV do futuro - promessas e realidades sobre a TV 3D.(por Valdecir Becker)

iTV - Interactive TV
A moda agora definitivamente é 3D. Jogos, filmes, televisão. Essa foi a mensagem passada pelos palestrantes do evento A TV do Futuro, organizado pelo colunista do Estadão Ethevaldo Siqueira, que aconteceu ontem no Centro Britânico Brasileiro. Com palestras abordando desde o funcionamento da tecnologia de telas até modelos de conteúdo estereoscópico, a aposta no 3D permeou todos os debates, beirando a ficção científica em alguns casos (na USP já se estuda a evolução da TV 3D: a TV holográfica!).


Do ponto de vista da indústria, unanimidade. Tanto Philips, quanto LG, apostam pesado na disseminação do 3D. Walter Duran, diretor da Philips, disse ter certeza de que em cinco anos o mercado de TVs tridimensionais será inevitável e predominante. Já Fernanda Summa, da LG, aposta em 2010 como o ano da virada. Segundo ela, neste ano deverão ser vendidos no mundo 2,8 milhões de TVs prontos para 3D; para 2014 a aposta é de 80 milhões. Ainda neste ano a LG pretende lançar cinco modelos 3D ready, acompanhando o lançamento mundial de produtos.

Do ponto de vista dos produtos, a Discovery pretende, em parceria com a Sony e Imax, lançar um canal 24 horas 3D nos EUA em 2011. A Copa da África do Sul terá 25 jogos transmitidos em 3D pela ESPN para o mercado americano. Além disso, Coréia do Sul também terá canais transmitindo os jogos com essa tecnologia.

Apesar desse otimismo, dois problemas foram recorrentes nos debates: o custo de produção e a imaturidade da tecnologia. Fernando Medin, da Discovery, afirmou que o custo de produção 3D é 30 a 40% superior ao HD. Já José Dias, da TV Globo, foi mais longe. Explicou que hoje a emissoras gera pouco conteúdo em HD devido aos custos de produção. Isso não deve mudar nos próximos meses, onde continuaremos a ver muito conteúdo 4X3 na TV digital. Sobre o 3D, Dias acrescentou ainda a necessidade de produção diferenciada, com escala, sustentabilidade e fluxo constante de produção. “Isso é um problema para alta definição e será um problema para conteúdos 3D”, argumentou.

Além disso, Dias explicou que pelas experiências internacionais, principalmente de Hollywood, está sendo descartado a captação normal e a transformação em 3D apenas na pós produção, como aconteceu com o filme Alice, atualmente nas salas de cinema brasileiras. Com isso, são necessários equipamentos de produção mais sofisticados, ainda inexistentes para produção em larga escala. O mesmo vale para equipamentos de sincronismo das duas imagens e de pós-produção, todos ainda limitados na visão de Dias. A Globo foi pioneira em fazer testes no Brasil, mas não tem planos para lançar um canal ou mesmo parte de uma programação em 3D.

Já do ponto de vista tecnológico, a experiência de ver TV 3D é interessante em curtos espaços de tempo. A audiência por mais de duas horas é cansativa, pois exige mais atenção do que usualmente é dedicada ao ato de ver TV. Atualmente apenas a tecnologia ativa, que envia as informações estereoscópicas para os óculos por infravermelho, é viável. A polarização da luz na tela da TV ainda é instável e cara. Tecnologias 3D sem óculos estão totalmente descartadas para o futuro próximo, exceto para demonstrações de alguns segundos em pontos de venda. Ainda não existe tecnologia que faça 3D sem óculos e que possa ser assistido por mais de cinco minutos sem causar desconforto.

E para variar um pouco, já começou a guerra pela padronização tecnológica. Como ainda não há padrão para transmissão 3D no mundo, várias tecnologias são vislumbradas. No evento, José Dias, da TV Globo, defendeu ferrenhamente a tecnologia européia Side by Side, utilizada nos testes da NET, que exige a transmissão de dois fluxos de vídeo para gerar a estereoscopia. Ou seja, para transmitir vídeo 3D HD, é necessário o dobro da banda, hoje em 14 Mbps em média na TV aberta. Essa taxa de transmissão torna o 3D em HD inviável. A saída é codificar os dois fluxos, baixando muito a qualidade de ambos. No 3D isso não compromete a qualidade, mas no caso do receptor não ter 3D e telespectador obtar por ver apenas um fluxo, o direito ou o esquerdo, a imagem fica comprometida.
Por outro lado, Marcelo Zuffo, do LSI, explicou que a USP faz testes há mais de um ano com a tecnologia intra-frame, que não transmite dois fluxos. As informações 3D são transmitidas adicionalmente, sem repetir informações desnecessárias. Assim, o acréscimo da banda fica perto de 30%, o que permite colocar 3D no ar hoje, na TV digital brasileira. Dessa forma, o 3D pode ser tratado como recurso adicional e opcional, como uma tecla SAP do controle remoto. Vários testes dessa tecnologia já foram feitos com a TV Cultura.
E quando poderemos sair do sonho e ver 3D de fato? Para Walter Duran, em casa não tão cedo. Ele explicou que hoje quem quiser ver 3D deve ir ao cinema. Nos próximos anos serão lançados produtos blu ray que levam o 3D para a casa das pessoas. Paralelo a isso, na TV a cabo os canais 3D deverão ser lançados aos poucos. No Brasil nenhuma operadora tem previsão de lançamento de um canal 24 horas 3D. Lembrando que apesar da febre da alta definição, há menos de 20 canais HD no ar no país (desconsiderando os abertos, que mesclam as programações com SD). Resumindo, o discurso do 3D é bonito, com imagens maravilhosas, mas não será tão cedo que ele sairá de fato das salas de cinema.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

iPad! Dê uma olhada nas primeiras experiências destas grandes empresas jornalísticas.

apps no iPad from New York Times, Wall Street Journal, Associated Press and USA Today.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Debate: Redes digitais ou redes sociais. Afinal, quem está conectado está em rede?

Debate Gravado no Campus Party 2010
No final uma estudante levanta uma boa inquietação depois de presenciar seu primeiro debate olho a olho. " Estar em rede não significa estar  se comunicando...eu estava com pessoas hiperconectadas que não se comunicavam".  



MODERADOR: Luiz Algarra - (Papagallis) PARTICIPANTES: Augusto de Franco (Escola de Redes) Bob Wollheim (Sixpix) Martha Gabriel (professora e consultora de mídias sociais) Walter Lima Jr (pesquisador e professor da Faculdade Cásper Líbero) Rafael Pallarés (Terra)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Extraindo dados públicos “na marra”

Check out this SlideShare Presentation:

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que aconteceu no Yahoo! Open Hack Day 2010


Por Tiago Dória (íntegra)
O F-1 results aplicativo que cria infográficos e animações a partir dos resultados da Fórmula 1, foi o grande vencedor do Yahoo! Open Hack Day Brasil 2010 que aconteceu neste fim de semana em São Paulo e reuniu 240 desenvolvedores. Eu estive por lá. Vencedor de 3 categorias – escolha do público, melhor interface do usuário e melhor hack geral – o F-1 results permite que você visualize tabelas do campeonato e compare o desempenho dos pilotos da Fórmula 1.
Foi desenvolvido por Daniel Filho, Fabio Dan e Iraê de Carvalho, brasileiros do SocialMinds. Semelhante a outros “hacks” apresentados no evento, por meio de uma interface mais “amigável”, o F-1 results busca tornar mais acessíveis dados que já são públicos.
Realizado desde 2005 em vários países pelo Yahoo!, o Open Hack Day é uma competição que dura dois dias e em que desenvolvedores são convidados a criar “hacks”. Ou seja, desenvolver formas alternativas de resolver ou contornar um problema específico.







Esses “hacks” vão desde criar uma função que faz falta em algum produto do Yahoo! até fazer um processo de “raspagem de dados”. Ou seja, passar dados públicos que já estão disponíveis para um formato mais maleável que permita fazer cruzamento de informações ou proporcionar um melhor entendimento.
Os desenvolvedores têm 24 horas para se organizar em equipes e criar um “hack”. Um relógio é exibido em um telão no meio do local onde ocorre o Hack Day para indicar o começo e o encerramento da competição.
Mas antes, no comecinho do primeiro dia, ocorrem algumas palestras. E, no final do segundo dia, acontecem as apresentações dos “hacks” (apenas dois minutos para cada um) e, em seguida, o público e um júri escolhem os melhores.
Na teoria, o Open Hack Day era para ser um ambiente de competição acirrada, mas, na prática, é um grande espaço para networking e troca de conhecimento. A competição é entremeada com almoço, jantar, café da manhã (tudo bancado pelo Yahoo!), além da possibilidade de jogar vídeo-game, conversar com as pessoas.
Enfim, o evento torna-se um grande encontro de pessoas que se interessam por visualização de dados, hacking (resolver problemas) e tecnologia.

O interessante é que, hoje em dia, cada vez mais esse tipo de evento, de hacking, está deixando de ser algo exclusivo de “empresas de tecnologia”. Publicações como NYTimes e Guardian realizam eventos parecidos, como uma maneira de trazer inovação de fora da empresa no processo de criação de novos produtos e tecnologias próprias.
No Brasil, as palestras do primeiro dia ficaram por conta de Christian Heilmann, evangelista da plataforma de desenvolvedores do Yahoo!, Cody Simms, diretor do Yahoo! OpenStrategy e o brasileiro Pedro Valente, gerente de produto do Yahoo!, que falou sobre dados públicos.

Além do F-1 results, outros “hacks” foram premiados.
O Infraero Parser, por exemplo, ganhou na categoria “relevância pública” por realizar um processo de “raspagem de dados” do site da Infraero, ou seja, extrair dados do site da empresa e passar os mesmos para um formato aberto, tornando-os mais maleáveis, para que outras pessoas possam visualizá-los e mesclá-los com outros dados e informações.
Na categoria “Kept Local”, Place Hacker foi o vencedor. É uma espécie de versão nacional do Placemaker, que pemite trabalhar com georreferenciamento. Como resultado para o usuário final, ele abre, por exemplo, a possibilidade para a criação de um aplicativo que permita a uma pessoa ler as reportagens do notíciário brasileiro de acordo com a sua localização. No caso, matérias do portal G1 foram utilizadas na demonstração.

Por sua vez, o SlideMeme que integra o Slideshare ao Meme (ferramenta de microblogging do Yahoo!), ganhou na categoria “melhor hack ligado ao Meme”.
A “categoria YQL” (ferramenta do Yahoo! que facilita a extração de dados) ficou com o Gas Finder, site e aplicativo para celular que mostra onde estão os postos de gasolina mais próximos com preços mais baixos. A categoria “melhor uso da plataforma do Yahoo!” ficou com o Filmes.CC, mashup de informações do Google, Cinemark e Ingresso.com, que, de acordo com o critério de “estréia” e “em cartaz”, mostra onde estão sendo exibidos os filmes.
Contudo, foram apresentados outros “hacks” que não ganharam prêmios, mas que também achei interessante. Entre eles, o Violência SP, que, a partir de dados públicos, mostra qual o grau de periculosidade de uma área em São Paulo. Basta digitar o endereço de uma rua para saber como andam os crimes no local.
O Casa ou Bar, por sua vez, é ótimo para ser utilizado no trabalho quando chega a hora de ir embora. A partir de dados sobre trânsito no site da CET (São Paulo), ele indica se vale a pena você sair do trabalho e ir para casa. Dependendo da situação do trânsito, é melhor ir para o bar.
O Raintrack também é interessante. A partir de dados de mensagens no Twitter, mostra em um mapa onde está chovendo em São Paulo.


Pelo que percebi, a maioria dos “hacks” trabalha com informações imediatas e do dia-a-dia (trânsito, tempo) e é voltada para a questão do hiperlocal (informação de acordo com a sua localização), além disso, alguns são tentativas de criar relevância em meio ao excesso de dados e informações que temos diariamente (o Espertim, por exemplo, cria um critério de relevância, de ranking, para as mensagens do Twitter, algo que não existe hoje em dia).
Vale lembrar que muitos desses “hacks” ainda estão em fase inicial. Ou seja, alguns podem apresentar erros e outros não estão online.
Pessoalmente, o Yahoo! Open Hack Day foi bem positivo. Pude trocar informações com várias pessoas, olhar para novos lados de pesquisa na área de mídia e aprender um pouco mais sobre como trabalhar com “dados estruturados” e formas de apresentar informações.
No evento, uma vez mais, aproveitei para bater um papo com o Pedro Valente, do Yahoo!, um dos poucos jornalistas brasileiros que tem formação na área de programação e que foi palestrante do último Seminário Tendências Conectadas, lá na Cásper Líbero.
No Vídeo abaixo, conversamos não somente a respeito do Yahoo!, mas do NYTimes e do Guardian realizarem “hacks days” e sobre o quanto o jornalismo e o desenvolvimento de software vêm se misturando. Dependendo da forma e com quais dados você trabalha, criar aplicativos também é fazer jornalismo.
A primeira pergunta foi sobre o porquê de uma empresa fazer um evento deste tipo.


Pedro Valente (Yahoo! Open Hack Day 2010) from Tiago Doria on Vimeo.




Publicado por Tiago Dória, em 22 de março de 2010 (Segunda-feira).

sábado, 6 de março de 2010

IPTV pode chegar a 90 milhões de assinantes em 2012.

Espaço Painel Telebrasil - 
Convergência Digital

A oferta de conteúdo através da infra-estrutura das operadoras de telefonia fixa é uma tendência irreversível. Tanto é assim que apesar de em grandes países, entre eles o Brasil e a China, ainda existir restrições regulatórias à oferta do serviço, o ritmo de adesão mundial ao produto é progressivo. No 52º Painel Telebrasil, o tema IPTV será pauta de palestra de um dos maiores gigantes do mundo na área - a BT Global Services.
Pesquisa divulgada pela consultoria Pyramid Reserach sobre IPTV apura que no final de 2007, o serviço chegava a 15 milhões de assinantes. Nos próximos cinco anos, a tendência é de um crescimento de até seis vezes na base de clientes. O levantamento da consultoria estudou 10 mercados, entre eles, o Brasil e a China, onde há restrições regulatórias à oferta do serviço por parte das operadoras fixas.
Os analistas da Pyramid afirmam que, hoje, os provedores de IPTV, mesmo nos países onde há a restrição regulatória, enfocam a elaboração de um conteúdo exclusivo em canais dedicados e na oferta de um acervo para Video on Demand. Fato, aliás, comprovado no Brasil, onde Brasil Telecom e Oi, por exemplo, já têm esse produto disponível para seus clientes. A oferta de DVRs, que permitem a gravação de programas para serem assistidos quando for conveniente, também é um diferencial para os operadores.
O tema IPTV estará à mesa de debates dos participantes do 52º Painel Telebrasil. Isso porque o serviço é mais uma mídia que desponta para a transmissão de conteúdo multímidia, objeto central de debates no painel, que acontece de 04 a 08 de junho, na Costa do Sauípe.
Um dos convidados especiais do evento é Francisco Araujo Carvalho, diretor da BT, uma das maiores operadoras globais de telecomunicações. O executivo falará, exatamente, sobre a visão de serviços convergentes para o século 21 na área de IPTV da gigante de telecomunicações.
A BT Global Services, unidade de negócios que presta serviços a empresas em todo o mundo e à qual pertence a BT na América Latina, cresceu 10%, com faturamento de 9 bilhões e 890 milhões de euros. O EBTIDA cresceu 13%, continuando a tendência de crescimento que se iniciou há dois anos.
Os novos negócios, denominados "new wave", entre eles, a convergência, foram responsáveis por uma receita de 10 bilhões e 84 milhões de euros na companhia no exercício 2007/2008, encerrado em 31 de março último. O faturamento global da BT atingiu 25 bilhões e 957 milhões de euros.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

TV paga, o debate rastaquera.

Vendo esse "pacote" infinito de TVs, lembrei de José Saramago, quando questionou a necesidade de um cidadão ser "enxovalhado de canais dentro de casa", fazendo uma alusão sobre como seria se ele recebesse 500 jornais por dia!!! Quanto a indústria cultural norte-americana, não é de hoje que modelos de negócios entre Brasil e EUA favorecem conglomerados de mídias dos dois países em detrimento a produção e cultura nacional.

Alberto Dines
26.02.2010

Em pleno carnaval um arranca-rabo sobre o "esterco cultural" produzido pela TV paga americana mobilizou os foliões da política & vizinhanças.
Tudo começou com o comentário do assessor internacional do presidente Lula, o professor Marco Aurélio Garcia, noticiado pelo Globo (ver abaixo), sobre a qualidade e teor da programação da TV paga americana, e terminou numa cruzada da Folha de S.Paulo em defesa da "produção independente". Se o debate fosse travado numa mesa de botequim, regado a cerveja, seria mais profundo, veraz e produtivo. Em letra de forma virou samba do crioulo doido.
As opiniões de Garcia foram pinçadas de suas intervenções num debate sobre a política de relações internacionais do PT realizado em Brasília, no sábado (6/2), às vésperas do congresso nacional do partido, ao qual também compareceram o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário de Assuntos Estratégicos, e o sociólogo Emir Sader. Mas o jornalismo da Era Kindle dispensa este tipo de referência: alguém disse que Garcia falou, tá falado – sapecam-se aspas e estamos conversados.
Os comunicadores do PT ou palacianos também não se deram ao trabalho de registrar no site do partido ou do governo o que foi efetivamente dito pelo assessor presidencial e assim evitar distorções. A turma do aparelho também merece uma folga.
Neste vácuo, já na edição de terça-feira (16/2, pág. A-6) da Folha entra em operação a infernal máquina da repercussão: uma repórter perguntou à ministra Dilma Rousseff se concordava com a opinião do professor Garcia segundo a qual existe hoje "um retraimento do pensamento crítico" com um avanço da "subintelectualidade de direita". Dilma concordou, óbvio. Paulo Francis aplaudiria de pé.

Esporte saudável

Na quinta-feira (18/2), a mesma Folha resolve esquentar o debate em duas páginas da "Ilustrada" (ver "Que esterco é esse?"). De repente, amplia-se a crítica de Garcia e o que ele disse a respeito da TV paga americana, num passe de mágica, passa a valer para toda a TV paga, inclusive a européia e a brasileira.
O professor exagerou, foi simplista e sabe disso: o jornalismo da Fox é nauseante, o da CNN é infantil, algumas séries são realmente estúpidas, mas outras são críticas e hilariantes. A programação dos canais de filmes em muitos casos equivale a de um cineclube. Os canais de documentários são de excelente nível, deveriam ser mostrados em nossas escolas. A baixaria televisiva americana está na TV aberta, sobretudo nos filmes. O assessor presidencial não poderia referir-se a eles porque também são exibidos em redes amigas como a Record, a Bandeirantes e o SBT.
Debater a mídia é um esporte salutar, próprio das sociedades desenvolvidas. Indispensável praticá-lo com fair-play e seriedade.

***Marco Aurélio Garcia ataca programação de TV a cabo

Bernardo Mello Franco # reproduzido do Globo Online, 9/2/2010
"Escalado para coordenar o programa de governo da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência, o professor Marco Aurélio Garcia anda preocupado com a influência da TV a cabo sobre os corações e mentes dos brasileiros. No sábado [6/2], o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais discursou sobre o tema em debate na sede nacional do PT. Em meio a discussões sobre política externa, ele surpreendeu com um libelo contra o que chamou de "hegemonia cultural dos Estados Unidos".
Marco Aurélio comparou a influência da indústria de entretenimento ao poderio bélico da 4ª Frota, a divisão da Marinha americana que atua no Atlântico Sul.
– Hoje em dia, quase tão importante quanto a 4ª Frota são os canais de televisão a cabo que nós recebemos aqui. Eles realizam, de forma indolor, um processo de dominação muito eficiente. Despejam toda essa quantidade de esterco cultural – esbravejou.
Em tom de alerta, o assessor de Lula disse que a esquerda precisa reagir à difusão de valores capitalistas:
– Estamos vivendo um momento grave do ponto de vista de uma cultura de esquerda. A crise dos valores do chamado socialismo real e a emergência desse lixo cultural nos últimos anos nos deixaram numa situação grave.
O petista também reclamou de um suposto marasmo intelectual no Brasil, comparando os dias atuais a momentos de efervescência cultural das décadas de 1930 e 1950:
– Hoje vivemos uma transformação do ponto de vista econômico-social muito mais importante do que no passado. No entanto, temos um deserto de ideias, um deserto de produção cultural. Isso é um problema no qual temos que pensar.
O coordenador da campanha de Dilma disse que o Brasil foi programado para ser um país pequeno e defendeu o fortalecimento das estatais no governo Lula. Ao condenar o avanço da direita na Europa, fez uma recomendação à plateia:
- Nunca subestimem a estupidez humana. Quem subestimou a estupidez humana se deu mal na História."
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
Sobre o autor:
Em seus mais de 50 anos de carreira, Dines dirigiu e lançou diversas revistas e jornais no Brasil e em Portugal. Leciona jornalismo desde 1963, e, em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, Nova York.
Foi editor-chefe do Jornal do Brasil durante 12 anos e diretor da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal, onde lançou a revista Exame.
Depois de anos driblando a ditadura à frente do Jornal do Brasil, foi demitido em junho de 1984 justamente por publicar um artigo que contrariava a direção do jornal, ao criticar a relação amistosa de seus donos com o governo do estado do Rio de Janeiro.
Criou o site Observatório da Imprensa, o primeiro periódico de acompanhamento da mídia, que conta atualmente com versões no rádio e na TV.
Escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981) e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras história da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002 no filme Lost Zweig. Alberto Dines também fala sobre Stefan Zweig no documentário do mesmo diretor.
Atualmente é pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, onde foi co-fundador, além de coordenar o Observatório da Imprensa on-line e pela televisão.
Fonte: Wikipedia.